9 de Novembro de 2009
6 de Novembro de 2009
não é a minha revolução.
Anónimo
Dezembro 2008
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1 de Novembro de 2009
à rédecouvrir
fleurit chaque jour
au coin de nos vies.
Jacques Brel
Agosto 2008
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25 de Outubro de 2009
Irmã Eulália
in trajecto de autocarro entre as Termas de S.Pedro e Viseu
Julho 2007
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21 de Outubro de 2009
Paolo Giordano
in "A Solidão dos Números Primos"
Agosto 2009
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16 de Outubro de 2009
se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.
Miguel Sousa Tavares
in "No teu Deserto"
Agosto 2009
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9 de Outubro de 2009
Provérbio chinês
Junho 2009
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5 de Outubro de 2009
e do poder existir aqui e agora.
Rita Wengorovius
in sms
Abril 2009
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2 de Outubro de 2009
Geroges Simenon
in "O homem que via passar os comboios"
Julho 2009
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26 de Setembro de 2009
Desperate Housewives
Outubro 2008
que está de Parabéns.
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21 de Setembro de 2009
segue para diante.
David Crockett
in "10 Mandamentos" de Henrique Schreck
Fevereiro 2009
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13 de Setembro de 2009
Quando subires aos planaltos da saudade, deixa que a tua língua deslize devagarinho sobre os teus lábios e vais ver que, como um colibri, há-de descobrir e colher a saliva do beijo que te deixei, no canto da tua boca.
Saboreia-o, degusta-o, digere-o e reapodera-te assim de mim sempre que quiseres, porque é teu, o beijo que te deixei, no canto da tua boca.
comboio turbulento
Setembro 2009
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9 de Setembro de 2009
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4 de Setembro de 2009
houve um momento em que o silêncio se encostou à solidão do criador.
Cristina Sopas
Junho 2009
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29 de Agosto de 2009
Manoel de Oliveira
in entrevista na RTP
Junho 2009
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23 de Agosto de 2009
onde facilmente se toca a eternidade.
Julho 2009
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20 de Agosto de 2009
É assim que defino férias.
Julho 2009
Este ano passadas no Monte das Pederneiras, em S.Pedro do Sul, em Lisboa e na Meia-Praia.
E como sempre a saborear filhas e amigos.
Sem pressa.
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8 de Agosto de 2009
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Maio 2009
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4 de Agosto de 2009
portanto a arte para mim, é a ciência da liberdade.
Joseph Beuys
Junho 2009
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1 de Agosto de 2009
tribute for two gentlemen
- I'm your man ! - afirmava Mr. Cohen.
- Yessss you are, Mr. Cohen! Yesss you are! - confirmou R. num grito.
Henrique Schreck
Julho 2009
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30 de Julho de 2009
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23 de Julho de 2009
Da inocência à confiança
da claridade à fidelidade
do sonho à consciência
da beleza à bondade
da poesia ao amor
do amor à verdade
da solidão à harmonia
da angústia à liberdade
todas as cores uniste
num arco-íris fraternal.
António Ramos Rosa
1979
que me enviou este postal, algures em 1996.
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15 de Julho de 2009
I still don't understand.
Neil Young
À Maria César,
"uma amiga da vida toda" como diz a minha Mãe.
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13 de Julho de 2009
être tenue responsable du fait que les gens tombent amoreux.
Albert Einstein
Abril 2008
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7 de Julho de 2009
podemos dormir debaixo ou em cima deles.
Anónimo
Maio 2009
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29 de Junho de 2009
Em nome da tua ausência
Construí com loucura uma
grande casa branca
E ao longo das paredes te chorei.
Sofhia de Mello Breyner Andreson
in DN, Junho 2009
Para a Bertinha nos seus 88 anos.
Para a minha Mãe,
a pessoa que eu mais gostava que visitasse este blog, mas que a cegueira impede.
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25 de Junho de 2009
São os três luxos absolutamente imprescindíveis na minha vida.
Miguel Sousa Tavares
in "Expresso"
Outubro 2007
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20 de Junho de 2009
para quem sabe esperar.
Leon Tolstoi
in "Guerra e Paz"
Janeiro 2009
Para C.T.
com uma semana de atraso.
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12 de Junho de 2009
Vincent van Gogh
in postal de J.F.
Março 2009
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8 de Junho de 2009
Vais à pesca da sardinha
Louvado seja o Senhor
Que guia a tua barquinha.
Pela voz de meu Pai
Maio 2007
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6 de Junho de 2009
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4 de Junho de 2009
Anónimo
in mail
Maio 2009
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1 de Junho de 2009
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27 de Maio de 2009
- Estou em frente à "Guernica".
- Desmonta a guerra do sofrimento e delicia-te.
João Mateus
Maio 2009
Não consegui.
Mais uma imagem sem palavras.
Não sei descrever o que senti enquanto estive frente à "Guernica".
Também não sei descrever o que senti enquanto estive frente à "Anunciação" de Leonardo da Vinci.
A José Pinto Nogueira em cujo consultório eu vi a "Guernica" pela primeira vez, era eu muito criança.
À inutilidade das palavras.
Errata: Não é a "Anunciação" mas sim "The Virgin and Child with SS.Anne and Jonh the Baptist"
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23 de Maio de 2009
ni más tuya que de nadie
no tengo soga ni rienda
ni guapo qui me defienda
y voy y vengo a mi aire...
Javier Ruibal
Maio 2009
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14 de Maio de 2009
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9 de Maio de 2009
Através do teu coração passou um barco
Que não para de seguir sem ti o seu caminho.
Sophia de Mello Breyner
Março 2009
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5 de Maio de 2009
Asas abriam, erguiam cantos,
De Amor cantavam.
Todos os homens, todos os homens,
De almas abertas, de olhos erguidos,
De Amor cantavam.
José Gomes Ferreira
Janeiro 2009
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1 de Maio de 2009
pausa para uma história verdadeira
“Estou muito contente com o 25 de Abril”
No dia em que a brigada das campanhas de alfabetização promovidas pela Pró-UNEP (União Nacional dos Estudantes Portugueses) chegou ao lugar de Sanfins, no distrito de Braga, Mavilde teve um relampejo de esperança e acreditou que por fim a libertação estava a passar por ali.
“São vocês que vêm ensinar as pessoas a ler? É que eu quero, porque não sabia ver as horas e um dia pus um relógio à minha frente e não saí de lá sem saber ver as horas. Agora quero aprender a ler!”. Rosário Melo, uma jovem estudante que, à semelhança de muitos outros, integrou as campanhas de alfabetização durante as férias do Verão de 1974, jamais esquecerá a abordagem daquela mulher analfabeta do lugar de Sanfins, com quem almoça quase todos os anos, desde há dez, no dia 25 de Abril.
“Pus-me a pé a umas oito horas e diziam que em Lisboa tinha havido por lá uma revolução”, recorda Mavilde no seu modo particular de rememorar os tempos idos. Mas em lugar de Sanfins não se passou nada, como se essa tal revolução fosse mesmo apenas e somente uma coisa vivida na distante capital. Até ao mês de Agosto, quando verdadeiramente tudo mudou. “Vieram dizer-me que andava um grupo de estudantes de Lisboa que ia ensinar o que eram os partidos e a ler e a escrever. Perguntaram-me se eu queria e eu disse que sim. Passados uns dias, começaram a dizer: ‘não vamos que são comunistas, não vamos que são comunistas’ e deixaram de ir por causa disso. A mim não me interessava que fossem do que fossem. Deram-me a graça de Deus. Queriam que eu deixasse de ir porque tinham medo do que me pudesse acontecer. ‘Não vás, que dou-te uma rasa de grão’ (o equivalente a um alqueire, ou seja, cerca de 16 kg de milho). Tinham medo que eu corresse perigo, mas eu comia aquilo, e depois? Os ricos queriam era que a gente trabalhasse de graça”. Menos saber ajuda a controlar a insubordinação. Mas Mavilde nunca foi mulher de virar as costas à vida, e quando considerou que não continuaria a trabalhar a troco de uma côdea de pão que não chegava para encher, sequer, a boca de um dos filhos, quanto mais dos três, bateu o pé. Bem cara lhe saiu a atitude, que ver os filhos a passar fome é doloroso demais para qualquer mãe.
Ousem lá dizer a esta minhota que no tempo do Salazar é que era bom, que vão ver. Se há quem tenha esquecido a fome que se passava, Mavilde não é certamente uma delas. “Passei muita, muita, fome!” diz constantemente, como uma reafirmação de si mesma, um sublinhado da gratidão que sente por aquilo que possui hoje. Viveu uma fome tão constante e grande que, “quando passava o homem da sardinha a apitar a gaita, eu punha-me a cantar muito alto para os meus filhos não ouvirem e as vizinhas não perceberem que eu não tinha dinheiro para comprar. Passei muita fome”. Em 1965, tinha então 31 anos, viu o marido partir “a monte” para França, com a ajuda de um passador a quem pagaram 14 “contos”. Desse montante que ajudou a reunir nunca recebeu o retorno. Durante quatro anos e quatro meses bem contados por Mavilde, nunca o homem lhe mandou um tostão, e notícias vazias do essencial só muito de quando em vez, umas cartas que pedia “ao povo amigo” lhe lessem. Com um filho de 22 meses e outro de 14, foi trabalhar para as terras “dos ricos” levando-os consigo sempre que possível. “Quando podia, metia ao bolso pãozinho e o que pudesse para dar aos filhos. Uma vizinha, que tinha um marido feiinho mas muito poupado, que também estava em França, ia-me ajudando e quando não podia, fazia a comida e chamava-me para ir lá comer com os meus filhos. O frio que a gente passava…A fome que a gente passava…”. Quando, em 1969, o marido voltou de férias para ver os filhos, instalou uma francesa, que entretanto por lá arranjara, em Aveiro, e a quem dizia ser viúvo. “Ela queria conhecer os filhos e ele dizia-lhe que viviam com uma madrinha”, mas a mentira tem perna curta e Mavilde apercebeu-se da marosca, embora ele fosse à aldeia e dormisse com ela. “Arranjou-me a filha e foi-se embora. Antes, ofereceu-me um fio de ouro, grosso, e comprou outro para a francesa, mas mais fininho”, relata entre gargalhadas, acrescentando que rapidamente o vendeu para comprar comida. Dele, continuou sem notícias.
Quando os jovens estudantes chegaram a Sanfins, os filhos de Mavilde eram os únicos a frequentar a escola. Apesar de localizada a uma distância de cinco quilómetros e de haver, a meio do percurso, um cemitério que lhe causava arrepios, mal a luz do dia surgia, dizia para si mesma: “não tenho medo, não tenho medo” e corria para ir deixar os garotos na escola. Este gosto pela aprendizagem permitiu-lhe não dar importância ao que a vizinhança dizia acerca dos jovens estudantes. “Eles eram muito boas pessoas. Levavam frango e feijão-frade para nós comermos. A minha filha Isilda nunca tinha comido carne”. Rosário Melo recorda que depois de chegarem, concluíram ser melhor falar com o padre para os ajudar a realizarem uma sessão de esclarecimento. Ele acabou por concordar, organizando tudo, também graças à insistência de Mavilde nesse sentido. “Começámos com muita gente. Durante as aulas, oferecíamos chá e biscoitos. Penso que, apesar de tudo, se as coisas correram melhor connosco do que com outras brigadas isso teve a ver com o facto de, enquanto lá estivemos, irmos sempre à missa e nunca especificarmos quais os partidos com que simpatizávamos quando falávamos de política.” Pese embora a debandada originada pelas vozes que os apontavam como comunistas, alguns permaneceram e aprenderam a ler. Mavilde não passou a escrever com desenvoltura, mas consegue ler “quando a letra é de máquina, à mão é que nem sempre. Ainda hoje estive a ler a Bíblia”. “Ela era a única cujos filhos continuavam a estudar para lá da 4ª classe e, no entanto, era a que vivia pior na aldeia por se recusar a trabalhar por apenas dez escudos”, diz Rosário.
Rumo à capital
Em Outubro de 1974, Mavilde ganhou asas. Um dos estudantes propôs-lhe que fosse para a Carvoeira, perto da Ericeira. “O menino Carlinhos, afilhado do Spínola, disse que eu viesse que me arranjava trabalho na terra e os meus filhos podiam ir para a escola. Mas quando vim para a casa do menino Zezinho, também apanhava dos restos para dar aos meus filhos. Acabaram por não me dar as terras para eu trabalhar e puseram-me a fazer limpezas sem me pagarem nada. Como protestava, começaram a dizer que me levavam de volta para a terra. Escrevi à directora da escola onde os meus filhos andavam, em Mafra, a explicar tudo. Ela deu-me logo dois ou três pacotes de leite e tratou de me arranjar casa cá, por 300 escudos”. Empregou-se num asilo, onde recebia 310 escudos. Nas folgas, “ia trabalhar noutras casas, ia para o matadouro, o meu Patricío (o filho do meio) ajudava e o povo também. Até que o comandante da GNR viu que eu era séria e trabalhava muito e quis ajudar-me. Eu era poupada. Na escola davam-me o almoço e eu lavava a loiça e trazia uns papo-secos. Deram-me um fogãozinho a petróleo, começou a espalhar-se que eu estava sozinha com as crianças e todos foram dando uma ajuda. Quando fui para o asilo não havia horários, lavava a roupa de cem velhotes, lavava a loiça, limpava o chão. ‘Dizei as coisas’, dizia eu às outras. Estive 15 anos no asilo, estive 15 anos no inferno, eram cabras…Não os velhinhos, coitadinhos, mas elas. Mas Deus deu-me mais sorte e aos meus filhos que aos filhos delas. Cabras! E à pior de todas, Deus já lhas fez pagar, que teve um acidente e partiu as pernas”. Para Mavilde as coisas são assim mesmo: Deus escreve direito por linhas tortas. Por isso, recompensou todo o seu penar. Colocou-lhe um homem endinheirado no destino. Meteu-se ao caminho, foi ter com o marido a França e disse-lhe: “Isto agora vai ser diferente. Se vens, vens; se não vens quero o divórcio”. Divorciou-se. “Casei-me novamente. Estive casada sete anos e há outros sete que sou viúva”. Quando o segundo marido morreu, a enteada, que nunca visitava o pai, apareceu a reclamar a herança. Mavilde tinha direito a três quartos dos bens, mas prescindiu dos terrenos por o marido sempre lhe ter dito que queria que ficassem para os netos. Apesar do respeito pela vontade do defunto, a enteada queria mais e ela ameaçou dar-lhe uma bofetada se não se calasse e “ela calou-se!”.
Vive bem. É rica. Os homens rondam-lhe a casa, mas ela não é tola. Fá-los penar. Conforme vão passando do lado de fora da sua casa térrea encrostada no quartel da GNR e que mantém pintadinha e confortável, vai comentando os passeantes. Tem um posto de vigia da sua janela. No telhado pôs pombas de porcelana e na fachada amarela andorinhas e um Santo Cristo de Ponta Delgada que descobriu numa loja de ferragens, porque “gosto muito de ter o que os outros não têm”. Às visitas senta-as em cadeiras, para preservar o sofá para os seus companheiros Boby, Ri e Andorinha, três rafeiros minorcas que ladram em uníssono e reclama de seus “companheiros”. Os filhos estão bem. O António é polícia em Loures, “mas não anda na rua, está na esquadra a fazer escritório, está lá dentro a passar os papéis”. O Patrício é médico, “fez Farmácia e ao fim de três anos foi para médico. Passou-as…poupou muito e passou fome. Casou com uma madeirense, também médica” e só lamenta que se tenha divorciado de uma nora de quem até gostava, porque isso a afastou do neto e “de avião ou de barco não vou, ninguém me lá vê”, embora já tenha deixado o filho levar um dos cães até à Madeira. A mais nova, Isilda, fruto da flausinante visita do primeiro marido, “estava a estudar à noite quando conheceu um rapaz que estava na tropa e foi amor à primeira vista. Disse-lhes: ‘se gostam um do outro, namorem lá, mas não façam asneiras’. Não fazem, não…Ela já levava um filho na barriga há três meses. Acabou por casar aos 18 anos, contra a vontade da sogra, que lhas fez passar muitas”. Vive em Santarém, é auxiliar numa escola e o marido largou a tropa para ir para a polícia, pertencendo às Brigadas de Trânsito.
No próximo dia 1 de Maio, Mavilde realizará o seu almoço anual, este ano adiado por uns dias, com a Senhora Rosária, a Senhora João ( Jonita Ralha) e o Senhor João Médico (João Pereira de Almeida), os jovens estudantes que em 1974 lhe ensinaram as letras. Talvez os filhos apareçam. Todos três sabem que este é um almoço muito importante para a mãe, que diz com a persistente alegria que lhe dá força e saúde: “Estou muito contente com o 25 de Abril, mas também com eles (os “senhores”), porque se não fossem eles, a esta hora estava morta!”.
Hoje não almoço em casa.
Tínhamos mesmo o destino marcado.
Nunca mais nos largámos.
À Mavilde, à Senhora João e ao Senhor João Médico, a nossa história.
À Guiomar, o nosso Obrigado por tê-la escrito tão bem.
porque Deus, sozinho, por mim não fazia porra nenhuma.
Mavilde
25 de Abril 1999
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25 de Abril de 2009
libertámos
a liberdade toda.
Vasco Lourenço
in "Expresso"
Abril 1984
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18 de Abril de 2009
Tacteia-me o pensamento
Ouve a luz que me sai lá do fundo
Subi Java para que o sentisses.
Junta-te a mim no canto daquela caixa
Desci todos os rios que aprendi na escola só para te chegar.
Odora-me, aroma-me, perfuma-me com o teu suor.
É a minha vez agora de tactear a tua geografia mais íngreme,
De velejar nos teus salpicos de palavras salgadas
De ganhar a tez morena dos pescadores de tanto te pescar.
É isso, deixa-me pescar-te ou faz-me de isco,
de Cisco Kid nos teus lençóis de amazona,
cavalga em mim de freio solto.
Aproveitemos enquanto chove.
Acho que até nem fica mal.
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15 de Abril de 2009
é nunca ter ninguém para observar.
Woody Allen
Fevereiro 2009
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12 de Abril de 2009
Sou muito automóvel.
Publicidade da Renault
in "Expresso", Fevereiro 1984
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9 de Abril de 2009
C'est surtout que nous en perdons beaucoup.
Séneca
Outubro 2008
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3 de Abril de 2009
por fios invisíveis...
que não sei pendurar no espaço
da minha vida.
Pendura perto da janela,
deve viver-se voltado par a luz.
Luísa Coelho
in "O Canto de amor das baleias"
Outubro 1994
Para o António.
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26 de Março de 2009
il est parti dans un matin plein de lumière.
Edith Piaf
Outubro 2008
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20 de Março de 2009
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16 de Março de 2009
- Não posso acreditar- disse Alice.
- O quê? Não acreditas em coisas impossíveis? - disse a Raínha em tom de comiseração - decerto que isso se deve à tua pouca idade.
- Como posso eu acreditar em coisas impossíveis? - preguntou Alice cada vez mais surpreendida.
-Olha, é uma questão de práctica. Respira fundo e fecha bem os olhos. Quando tinha a tua idade fazia este exercício todos os dias, durante meia-hora.
Olha que houve dias em que chegava a acreditar em seis coisas impossíveis antes do pequeno almoço.
Lewis Carrol
in "Jornal dos Gambozinos" nº 0
Fevereiro 1986
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9 de Março de 2009
Senhor Gonçalves
in" uma por rolo"blogspot.com
Agosto 2007
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4 de Março de 2009
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2 de Março de 2009
Ernst Bloch
in Check Point Charlie Museum
Fevereiro 2009
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1 de Março de 2009
Maur Museum
of invention.
Anónimo
in Check Point Charlie Museum
Fevereiro 2009
Este postal não tem palavras, pois qualquer uma quebraria o impacto desta imagem.
A imagem não tem autor, mas sei que existe pois vi uma reportagem com ele na televisão.
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22 de Fevereiro de 2009
Albert Camus
in "La mort heureuse"
Dezembro 1980
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19 de Fevereiro de 2009
As que me agradam guardo-as como se me tivessem sido trazidas por outras pessoas, retenho-as na memória e, uma após outra, delas tomo a parte necessária para fazer um pastel segundo as regras do contraponto, da harmonia, dos instrumentos, etc.
Então, quando estou em profundo sossego, sinto aquilo crescer, crescer para a claridade de tal forma que a obra mesmo extensa se completa na minha cabeça e posso abrangê-la de um só relance, como um belo retrato ou uma bela mulher, e isso não parte por parte, mas de uma só vez. Achar aquilo e realizá-lo é um sonho soberbo que se desenvolve dentro de mim.
Quando chego a esse ponto, nada mais esqueço, porque a memória é o melhor dom que Deus me deu.
Mozart
in "Pública"
Janeiro 2006
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15 de Fevereiro de 2009
Fá-lo-ei por eles e por outros que me confiaram as suas vidas, dizendo: toma, escreve, para que o vento não o apague.
Isabel Allende
in "De amor e de sombra"
Agosto 1988
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9 de Fevereiro de 2009
qui font du soleil une tache jaune,
mais il y en a d'autres qui, par leur pensée et leur talent,
font d'une tache jaune le soleil.
Pablo Picasso
Fevereiro 1988
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4 de Fevereiro de 2009
mas sim, encontros marcados.
José Luís Borges
in televisão Outubro 2003
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29 de Janeiro de 2009
por entre os poemas de Eugénio de Andrade.
O rio, os pássaros, a luz filtrada
pela névoa da manhã,
a beleza em cada gesto.
A certeza da importância deste acordar.
Depressa, os amigos, podemos ser
felizes esta manhã.
Francisco Moniz Pereira
Junho 1984
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27 de Janeiro de 2009
On ne sait d'où ils viennent.
On ne sait où ils vont.
Jean Michel Folon
in Fondation Folon
Outubro 2008
Claramente para ti nos teus 20 anos.
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17 de Janeiro de 2009
Isabel Allende
in "De amor e de sombra"
Agosto 1988
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13 de Janeiro de 2009
Vicente Huidobro
Agosto 1988
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11 de Janeiro de 2009
c'est là que j'ai l'intention de passer mes prochaines années.
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5 de Janeiro de 2009
fosse uma espécie de livraria.
Jorge Luís Borges
in Livraria biblos
Dezembro 2007
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1 de Janeiro de 2009
Gandhi
Agosto 2007
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30 de Dezembro de 2008
os inimigos que derrotámos há muito tempo voltam para nos assustar.
Nietzshe
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24 de Dezembro de 2008
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16 de Dezembro de 2008
para além da pouca terra.
in comboio turbulento
Agosto 2008
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9 de Dezembro de 2008
8 de Dezembro de 2008
A Salette Tavares disse numa entrevista: "a minha mão direita sabe muito mais do que eu".
António Alçada Baptista
in entrevista no DNA
Agosto 1999
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1 de Dezembro de 2008
Je crois qu'il faut savoir le vivre lorsqu'il se présente à nous.
Orson Welles
Junho 2002
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15 de Novembro de 2008
Metade da minha alma
é feita de maresia.
Sophia de Mello Breyner Andresen
in Oceanário
Março 2005
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11 de Novembro de 2008
ao Sol, que brilha fulgindo,
vai dormindo,
vai pensando
e vai sonhando.(...)
in "Animais Nossos Amigos"
Afonso Lopes Vieira
sem data
Para a Zazu, claro.
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5 de Novembro de 2008
4 de Novembro de 2008
do que outra coisa qualquer.
Anónimo
Alvito 2008
Hoje é para M. e F.
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25 de Outubro de 2008
O difícil é encontrar a ordem das coisas que não se vêem.
Poucos o conseguem. Entre eles, os artistas são os arrumadores por excelência. Com a sua especial percepção decidem qual é o lugar que deve ocupar o amarelo, o azul ou o vermelho numa tela; que lugar devem ocupar as notas e que lugar os silêncios; qual deve ser a primeira palavra dum poema. Vão criando quebra-cabeças unicamente guiados pela sua voz interior que lhes diz: "Isto fica aqui " ou "Isto não fica aqui" até porem a última peça no seu lugar.
Laura Esquível
in "A Lei do Amor"
Novembro 1997
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13 de Outubro de 2008
António Lobo Antunes
in "Olhares"
Fevereiro 2000
Para a Bertinha
no 58º aniversário do "Lar da Criança".
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26 de Setembro de 2008
do outro de nós que escreve.
Virgílio Ferreira
Julho 2007
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21 de Setembro de 2008
They were waiting for me when I thought that I just can't go on.
And they brought me their comfort and later they brought me this song.
Oh I hope you run into them, you who've been travelling so long.
Yes you who must leave everything that you cannot control.
It begins with your family, but soon it comes around to your soul.
Well I've been where you're hanging, I think I can see how you're pinned:
When you're not feeling holy, your loneliness says that you've sinned.
Well they lay down beside me, I made my confession to them.
They touched both my eyes and I touched the dew on their hem.
If your life is a leaf that the seasons tear off and condemn
they will bind you with love that is graceful and green as a stem.
When I left they were sleeping, I hope you run into them soon.
Don't turn on the lights, you can read their address by the moon.
And you won't make me jealous if I hear that they sweetened your night:
We weren't lovers like that and besides it would still be all right,
We weren't lovers like that and besides it would still be all right.
Leonard Cohen
Happybirthday, Mr. Cohen!
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13 de Setembro de 2008
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6 de Setembro de 2008
31 de Agosto de 2008
ça n'existe pas.
Le talent
c'est avoir l'envie
de faire quelque chose.
Jacques Brel
Agosto 2008
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25 de Agosto de 2008
c'est trop souvent un homme sans amour.
Albert Camus
in "La mort Heureuse"
1980
E assim terminei as minhas férias.
Na terra de Brel e de Folon.
E de L., com quem nunca acabo de matar saudades.
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14 de Agosto de 2008
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9 de Agosto de 2008
para dar um estilo à minha vida.
Rui Martins
Março 1998
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1 de Agosto de 2008
Carpe diem,
quam minimum credula postere.
Enquanto falamos, o tempo ciumento terá fugido.
Goza o tempo,
crendo o menos possível no amanhã.
Horácio
in "O clube dos poetas mortos"
Dezembro 1990
Para M., K., T., R. e A.
com quem desfrutei os primeiros dias destas férias.
No Monte das Perdeneiras.
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19 de Julho de 2008
It's my pleasure.
It's our pleasure.
rosário
Julho 2008
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13 de Julho de 2008
para mim sempre foram as duas mais belas palavras da língua inglesa.
Henry James
Julho 2007
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7 de Julho de 2008
Sr. Gonçalves
in "Senhor Gonçalves" blogspot.com
Novembro 2007
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4 de Julho de 2008
São os meus filhos, o meu orgulho, a minha razão de viver, a minha Lua, as minhas estrelas.(...)
Por eles continuei apostada em sair da selva, com a ilusão de voltar a vê-los.
Ingrid Betancourt
Ao ser libertada e após seis anos, quatro meses e nove dias de cativeiro pelas FARC.
In "Público", Julho 2008
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29 de Junho de 2008
si j'avais cinquante-trois minutes
à dépenser, je marcherais tout doucement vers une fontaine.
Antoine de Saint-Exupéry
in "Le Petit Prince"
Fevereiro 2008
nos seus 87 anos.
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25 de Junho de 2008
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15 de Junho de 2008
je suis pleine de larmes.
Anónimo
Outubro 1980
For Ineke Hoeksema
É na fracção de um instante que se passa a conjugar
alguém que nos é querido, no imperfeito do indicativo.
Não é fácil.
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10 de Junho de 2008
- Olá, Boa -tarde!
- Boa-tarde.
- Para?
- A rapariga dos postais .
- Oh! Irene?
- Rosário.
- Já agora aproveito para lhe dizer, que enquanto escrevi "O Rio das Flores", tive sempre um postal seu à minha frente, assim como uma frase do Chico Buarque.
(tenho pena de não ter retido a frase)
- A sério? Está-me a dar uma alegria!!
- O "Quero Mais".
- Esse postal deu-me imenso trabalho, a mim e ao meu amigo.
- Como? O postal não é seu?
- É, é. Só que não sei mexer em computadores. E já agora não quer escrever isso aí?
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4 de Junho de 2008
que os meus amigos pensam
que não sou normal.
Raul Henriques
Outubro 2000
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1 de Junho de 2008
Tenho saudades
Desses tempos que lá vão.
Quando à porta do quinteiro
Eu jogava o meu pião
E quando nos campos corria
Com o papagaio na mão.
Oh, era então na terra
Tudo venturas para mim,
Meu Pai dava-me biscoitos,
Minha Mãe beijos sem fim.
Minha Avó perfumava-me
De manhã com alecrim.
Pela voz de meu Pai
Maio 2007
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24 de Maio de 2008
Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.
Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Pease get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.
The line is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will be later be fast
As the present now
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.
Bob Dylan
sem data
Para B.D.
e para L. que nasceu em Maio de 68.
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21 de Maio de 2008
Na entrega do diploma de António Gaudi
Março 2008
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15 de Maio de 2008
11 de Maio de 2008
Vanessa Fernandes
ao ganhar pela 5ª vez o título de Campeã da Europa em triatlo
in Diário de Notícias
Maio 2008
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5 de Maio de 2008
na parede do meu quarto,
sem vidros, nem bambinelas,
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do sol,
por outra a luz do mar,
por outra entra a luz das estrelas,
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a via láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança,
quatro arestas,
quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho
que as vigias são redondas
e o sonho afaga e embala,
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo e a humildade,
e o silêncio e a surpresa
e o amor dos homens e o tédio
e o medo,
e a melancolia,
e essa fome sem remédio
que se chama poesia.
E a inocência e a bondade,
e a dor própria e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia
e a viuvez
e a piedade.
E o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo.
Todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.
Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar,
com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.
António Gedeão
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