22 de junho de 2007



Não espere de mim
Nada mais que a paixão.
Não espere nada de mais do meu coração.

Que bate, rebate e grita
Gane, chora e se agita
Sambando nas cordas bambas
De uma viola vadia, vadia.

Não espere encontrar numa canção
Nada além de um sonho,
Nada além de uma ilusão.
Talvez quem sabe
A verdade

A infinita vontade
De arrancar
De dentro da noite
A barra clara do dia.

Edberto Gismonti
Junho 1980

2 comentários:

Anónimo disse...

que bonito postal!
Se alguns, mas muitos de nós, pudessemos arraancar de dentro da noite a barra clara do dia, a verdade como o mundo seria mais feliz e harmonioso...
É difícil distinguir a noite do dia, é difícil arrancar a verdade da vida. Só é possível a verdade par quem a busca e só a busca quem tem dúvidas, quem pensa, quem tem tem a sensibilidade de peercepcionar a diferença entre a noite e o dia... São tantas as pessoas sensíveis que buscam a verdade, mas também é preciso coragem para que as suas vozes se façam ouvir. Que a voz da sensibilidade se faça ouvir, não tenham medo, acabem com o sussurro e dêem voz à voz

Maria disse...

Muito bonito,,,as palavras são inúteis.
Talvez quem sabe,,,,seja a antecâmara do paraíso!


Maria