25 de junho de 2007

pintura de Zao Wou-Ki


E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

Miguel Sousa Tavares
Setembro 2005

2 comentários:

Maria disse...

Tão simplesmente....
O Eterno Efémero que subjaz à Insustentável Leveza do Ser.
Um Kundera que se quer Urbano.
Também acredito Miguel, e sempe de novo.

Um beijo

Maria.

Maria disse...

Onde se lê "sempe" deve ler-se sempre.
As minhas desculpas.

Maria