7 de janeiro de 2008

Nebrasca 1934, fotógrafo não identificado


A única maneira de salvar um casamento
é conseguir deixá-lo.

Irvin D. Yalom
in "A cura de Schopenhaur"
Novembro 2007

5 comentários:

iMia disse...

Não sei, não sei - foi o comentário que para mim própria fiz quanto ao Nabrasca34-Yalom. Não adianta muito, eu sei. O casamento transforma-se, ie, de uma relação passa a uma espécie de coisa, desabitada ? Ou no seu lugar fica uma memória mas ainda assim qualquer coisa ? (isto do "ou" não são respostas alternativas, que se excluem umas às outras) Ou, ou, ou. Duvido da palavra salvação e também da palavra deixar.

Maria disse...

Eu sei que é um despropósito, mas não tendo conseguido escrever para o "Público", jornal que não desgosto de todo, aqui deixo aquilo que se me estampou escandalosamente nos olhos.

Venho, e com alguma indignação diga-se, manifestar-me a propósito da "Tradição de Mirandela" no Público de 7 de Janeiro, pág 12.
Parece-me que a história se basta por si.
Os adultos brincam com o fogo, incentivam as crianças (maiores de 5 anos) a fumar e aplaudem os pulmões mais afoitos. São dois dias onde o lema parace ser "...Fumar cedo e a valer dá saúde e faz crescer...".
Pergunto-me com a mesma indignação, o porquê de não ter sido publicada, como contra ponto, uma conversa com um Educador, um Psicólogo, um Pedo Psiquiatra, alguém que com toda a legitimidade demostrasse a total imbecilidade da dita tradição, não só em termos de saúde infantil, mental e física, como também no alicerçar de paradigmas regressores.

Maria

rumoresdenuvens disse...

imia a noção de que o casamento/relação é uma coisa viva e, portanto, sempre em transformação, é que nos escapa. emocionalmente, não passamos de crianças a querer ouvir que 'casaram e foram felizes para sempre'. e não adianta que tudo nos grite para crescermos, porque deve faltar-nos uma hormona qualquer para balizar esse tipo de comportamento.

maria a 'tradição de Mirandela' é, afinal, um dado bastante recente e inteligentemente 'plantado' naquela região. Quando, no princípio do século passado uma praga de filoxera destruiu as vinhas do Norte e a cultura do tabaco 'salvou' os agricultores da zona da miséria. depois foi só apelar à tradicionalmente pobre imagem do macho e instaurar um costume assim ao modo das 'minas do John' (Moçambique: quem não ia trabalhar para as minas de ouro da África do Sul não era homem). não nos podemos esquecer que estávamos em pleno desabrochar das técnicas de propaganda que depois viriam a ser utilizadas com grande êxito em duas guerras mundiais, culminando com o refinado jogo da Guerra Fria.

Anónimo disse...

rumores de nuvens, hum, já te passou pelas mãos o "rumor branco" do Almeida Faria? Se não, lê que é um grande livro.

rumoresdenuvens disse...

é rumoresdenuvens, tudo juntinho. obrigada pela sugestão.