15 de junho de 2008
10 de junho de 2008
- Olá, Boa -tarde!
- Boa-tarde.
- Para?
- A rapariga dos postais .
- Oh! Irene?
- Rosário.
- Já agora aproveito para lhe dizer, que enquanto escrevi "O Rio das Flores", tive sempre um postal seu à minha frente, assim como uma frase do Chico Buarque.
(tenho pena de não ter retido a frase)
- A sério? Está-me a dar uma alegria!!
- O "Quero Mais".
- Esse postal deu-me imenso trabalho, a mim e ao meu amigo.
- Como? O postal não é seu?
- É, é. Só que não sei mexer em computadores. E já agora não quer escrever isso aí?
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4 de junho de 2008
que os meus amigos pensam
que não sou normal.
Raul Henriques
Outubro 2000
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1 de junho de 2008
Tenho saudades
Desses tempos que lá vão.
Quando à porta do quinteiro
Eu jogava o meu pião
E quando nos campos corria
Com o papagaio na mão.
Oh, era então na terra
Tudo venturas para mim,
Meu Pai dava-me biscoitos,
Minha Mãe beijos sem fim.
Minha Avó perfumava-me
De manhã com alecrim.
Pela voz de meu Pai
Maio 2007
24 de maio de 2008
Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.
Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Pease get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.
The line is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will be later be fast
As the present now
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.
Bob Dylan
sem data
Para B.D.
e para L. que nasceu em Maio de 68.
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21 de maio de 2008
Na entrega do diploma de António Gaudi
Março 2008
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15 de maio de 2008
11 de maio de 2008
Vanessa Fernandes
ao ganhar pela 5ª vez o título de Campeã da Europa em triatlo
in Diário de Notícias
Maio 2008
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5 de maio de 2008
na parede do meu quarto,
sem vidros, nem bambinelas,
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do sol,
por outra a luz do mar,
por outra entra a luz das estrelas,
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a via láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança,
quatro arestas,
quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho
que as vigias são redondas
e o sonho afaga e embala,
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo e a humildade,
e o silêncio e a surpresa
e o amor dos homens e o tédio
e o medo,
e a melancolia,
e essa fome sem remédio
que se chama poesia.
E a inocência e a bondade,
e a dor própria e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia
e a viuvez
e a piedade.
E o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo.
Todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.
Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar,
com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.
António Gedeão
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1 de maio de 2008
mas as cartas são sempre sinal de lembrança.
Carlos Nogueira
Março 1982
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25 de abril de 2008
Carta de Amadeo Sousa Cardoso ao tio
in Exposição do Museu Gullbenkian
Novembro 2006
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15 de abril de 2008
y para despertar a los adultos.
Jorge Bucay
Outubro 2007
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9 de abril de 2008
O 100º
que vos quero deixar
é o humor.
Pai
1977
E somos muitos.
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5 de abril de 2008
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21 de março de 2008
te franqueie as portas,
se esgueire pelas frinchas
e te penetre pelos poros,
inundando-te de tudo de bom
positivo
optimista
e Primaveril.
Jonita
Primavera 2003
Para todos.
Para a Jonita, com quem troco um postal de primavera desde 1979 e me passou o ritual.
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18 de março de 2008
Não sei para onde vou
mas já vou a caminho.
Carl Sandburg
Outubro 2007
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16 de março de 2008
Eu digo: viver é a minha razão de escrever.
António Alçada Baptista
in "DNA"
Agosto 1999
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9 de março de 2008
O Marquês de Pombal é uma estrela a crescer. As avenidas afluentes despejam caudais de professores, da Grande Lisboa, da Região Centro, do Norte, do Sul.
Paulo Moura
in "Público"
9 Março 2008
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8 de março de 2008
Senhor Gonçalves
in uma por rolo
Novembro 2007
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27 de fevereiro de 2008
Falha outra vez.
Falha melhor.
Samuel Beckett
in "Público", Agosto 2007
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15 de fevereiro de 2008
Triste é não ter ideias para mudar.
Francis Bacon
Janeiro 2008
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7 de fevereiro de 2008
30 de janeiro de 2008
a inspiração chegar
me encontre acordado.
Pablo Picasso
in Expresso
Outubro 2007
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27 de janeiro de 2008
Entre saias que rodam e olhares que se cruzam desprevenidamente, aos poucos fui descobrindo a simplicidade com que nos podemos entregar ao que não conhecemos. Aos poucos fui descobrindo a alegria de uma chappeloise e o êxtase de um círculo, danças que nos fazem trocar de par e oferecer o que não somos a quem nos vê pela primeira vez. E segunda, e terceira e quarta. Aos poucos fui descobrindo o desenrascar em gargalhadas de uma scotish, dança de pares que nunca trocam. Aos poucos fui descobrindo, o jogo de sedução que é uma burrée, onde sem nunca tocarmos no nosso par, o perseguimos e o fazemos perseguir-nos, com voltas e fingimentos e sorrisos. Mas sobretudo com os olhos. Quando os olhos sorriem só por si, ou fitam, ou fixam, numa burrée nem é preciso fazermos sorrir a cara. É como se os olhos comandassem o nosso corpo, e o corpo de quem dança connosco. Somos comandados também, claro que somos e gostamos.
Porém a dança que mais prazer me deu descobrir (ou talvez desvendar) foi a mazurka. É uma dança a pares, o homem conduz a mulher. Entre a subtileza de um "up" e a naturalidade de voltas leves, entregamos tudo por uma música e inconscientemente fazemos os olhos fechar, e acordar só no fim.
Gosto sobretudo do encanto de todas as cores em que nos transformamos while dancing. Transformamo-nos? Acho que sim. Não. Não sei se. Afinal, pela música de Manuela Azevedo dos Clã "dançar é apenas um modo mais intenso de existir, é sentir o tempo do mundo, e deixar-se ir...".
Deixo-me ir. No fim, abro os olhos e inclino-me ligeiramente. Agradeço.
in" Comtextos"
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21 de janeiro de 2008
A cor é o teclado...O artista é a mão que toca o piano.
Vassily Kandinsky
in "Tesouros de Arte"
Outubro 2007
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13 de janeiro de 2008
floresce porque floresce.
Não cuida de si própria,
não pergunta se a vemos.
Angelus Silesius
Março 1992
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7 de janeiro de 2008
é conseguir deixá-lo.
Irvin D. Yalom
in "A cura de Schopenhaur"
Novembro 2007
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1 de janeiro de 2008
Dia Mundial da Paz?
in Público
Novembro 2007
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28 de dezembro de 2007
Os extremistas usarão todos os meios sangrentos à disposição para atacar e impedir a causa da democracia. Os extremistas prosperam em uma ditadura. Sabem que a moderação e a democracia marcarão o seu fim. Nada os fará retroceder no intuito de destrui-las.
Os extremistas sabem que a democracia pode salvar o Paquistão das políticas de terror preconizadas pelos senhores da Guerra. Tentam tomar o controle do estado atacando e desafiando as forças da ordem.
Mas não poderão assassinar os sonhos,
não poderão assassinar as esperanças que os paquistaneses pobres têm na democracia e num futuro melhor.
Benazir Bhutto
Jornal "Le Figaro"
Outubro 2007
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24 de dezembro de 2007
19 de dezembro de 2007
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12 de dezembro de 2007
Em vez disso, é espectador da sua própria vida e figurante de vidas alheias.
Senhor Gonçalves
in " uma por rolo" blogspot.com
Novembro 2007
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1 de dezembro de 2007
rosário
Novembro 2007
Acho que comecei a amá-la no preciso momento em que me pegou ao colo pela primeira vez.
A casa da avó era um Mundo e a Gracinda ocupava grande parte dele, com o seu carinho, a sua paciência, a sua generosidade, a sua cumplicidade, a sua dedicação total.
E tinha, para além de nós, uma extrema devoção à sua Nossa Senhora.
Quantas vezes a ouvi rezar o terço enquanto cozinhava e fui com ela à igreja cumprir promessas que ela fazia por mim, quando algo corria menos bem.
Excelente cozinheira, guardo comigo uma infinita memória de sabores, pessoais e intransmissíveis.
Tinha porém um enorme defeito, quase imperdoável: gostava mais do meu irmão do que de todos nós. E um dia, no ímpeto da minha incontrolável revolta dos meus 4 anos, dirigi-me a ela e fui dura:
- Ai gostas mais do meu irmão? Pois vou dizer à avó que te mande embora.
A minha avó morreu, felizmente muito tarde, e a Gracinda regressa à Lousã, depois de 50 anos connosco.
Primeiro foi para um sistema de lar/apartamento e, apesar de muito apreensiva com o regresso depois de tantos anos de ausência, rapidamente começou a desfrutar da nova vida comentando inúmeras vezes que estava a ter "uma velhice regalada".
Sempre bem disposta, comentou comigo um passeio que havia dado:
- Olhe menina, era umas estradas tão direitinhas, tão alcatroadinhas...
Era assim a Gracinda.
Ultimamente já vivia no lar, pois as pernas e a memória deixaram-na mais dependente.
No ano passado, quando a visitei, tive um leve choque ao aperceber-me que ela já não me conhecia, e às minhas primeiras insistências de "não te lembras de mim? Então quem sou eu?". ela responde com a sua enorme educação e elegância:
- Tenha paciência.
Passei com ela uma tarde inesquecível.
A Gracinda tinha esquecido os 50 anos de Lisboa, excepto numa coisa que repetia de quando em vez:
- Nunca tirei um tostão.
Mostrei-lhe fotografias da família, ao que ela se limitou a comentar:
- São todos muito bonitos.
Manifestei-lhe o meu afecto e ela olhava-me de esguelha sorrindo, sem perceber porque é que uma desconhecida lhe dava tantos beijos e abraços.
No final da tarde e à despedida, diz-me:
- A senhora vai voltar a visitar-me?
- Claro que sim- respondi.
Voltei lá este ano. Senti que era a despedida.
- Fiquei mais contente do que eu pensei...- disse.
- Tenho tido tantos beijinhos da menina...- disse.
- Lindinha...- disse.
Esqueceu-se de nós mas nunca se esqueceu da sua Nossa Senhora e quem a visitava, encontrava-a muitas vezes sozinha na capela a rezar.
A Gracinda morreu esta semana e se há coisa de que eu não tenho dúvidas é que a sua Nossa Senhora ansiava há muito por a abraçar.
Sempre,
rosário
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30 de novembro de 2007
De amor e só de amor se fala nesta que é a mais terna e triste das películas românticas.
A dádiva merece retribuição e eis um filme para amar sem conta nem medida.
in DNA
Março 2001
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25 de novembro de 2007
e quando chegares
não me acordes
deixa-me sonhar!
A.Á.M.
Setembro 2005
Sobre um mesmo fundo, palavras do meu Tio, pela voz de meu Pai.
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15 de novembro de 2007
segundo o amor tiverdes
tereis o entendimento de meus versos.
Luís de Camões
Junho 1996
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11 de novembro de 2007
para a gente saber como é a alegria.
António Alçada Baptista
in "O Riso de Deus"
Fevereiro 1994
Hoje é para a Zazu.
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27 de outubro de 2007
mais pequeno surge aos olhos daqueles que não sabem voar.
Nietzsche
Outubro 2007
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21 de outubro de 2007
qu'il s'agisse de notre travail ou des vêtements que nous portons.
David Kessler
in "Leçons de Vivre"
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16 de outubro de 2007
não conhecem o ciclo das estações
por isso estão sempre em flor.
Agosto 1980
Esta frase tem dono. Quem souber o seu autor, agradecia que me informasse.
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5 de outubro de 2007
Teresa Ricou
in "Público"
Setembro 2007
Jean Costeau
in "Expresso"
Setembro 2007
A minha arte é poética, profundamente humana, traz consigo uma mensagem que tem raízes populares e, como toda a arte satírica e trágica, é uma arte de vanguarda.
Marcel Marceau
in "Expresso"
Setembro 2007
Os meus pais levaram-me a ver Marcel Marceau.
Eu levei as minhas filhas a verem Marcel Marceau.
Tenho sorte.
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26 de setembro de 2007
escreve do outro lado.
Juan Ramón Jimenez
Agosto 2003
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21 de setembro de 2007
Quem procura alguma coisa, já a encontrou de alguma maneira.
António Ramos Rosa
in entrevista DNA
Julho 1998
É neste emaranhado de linhas e cores que encontro a cor que preciso. A grande maioria dos postais publicados foi feita com estes restos de linhas provenientes de outros "entreténs" e que guardo desde sempre. Muitas vezes têm sido grande ajuda, pois quando olho de relance encontro uma combinação de tons que "tem tudo a ver" com o que estou a fazer nesse momento.
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16 de setembro de 2007

Books have allways been living things to me. Some of my encounters with new authors have change my life a little. When I have been perplexed, looking for something I could not define to myself, a certain book has turned up, approched me as a friend would. And bethen it's covers, carried the questions and the answers I was looking for.
Liv Ullman in "Changing"
1979
Foi com passagens deste livro que iniciei a minha recolha de textos.
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9 de setembro de 2007
se pudesse
saltar, saltava.
Maria do Céu Esteves
ex-enfermeira-paraquedista
in "Diário de Notícias"
Agosto 2007
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4 de setembro de 2007
José Manuel dos Santos
Quem disse que o Paraíso não mora aqui?
Tens a Terra em toda a sua força telúrica debaixo dos pés e o verde que nada nos teus olhos. Crateras pequenas de onde nasce uma alegria imensa...
Ah! E estás sempre à espera de ver saltar um fauno por entre o denso arvoredo...
Cristina Sopas
Agosto 2007
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27 de agosto de 2007
Dos actores fica a memória, mas essa morre com as pessoas.
Mário Viegas
Junho 1996
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20 de agosto de 2007
Provérbio siciliano
Agosto 2007
Arrivederci!
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18 de agosto de 2007
Comecei em 1979 e nunca mais parei.
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6 de agosto de 2007
para dele nos servirmos em abundância.
Eduardo Paz Barroso
in Bienal de Vila Nova de Cerveira
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