19 de julho de 2008

fotografia de Manuel M. Pinturache


Wellcome, Mr. Cohen.
It's my pleasure.
It's our pleasure.

rosário
Julho 2008

13 de julho de 2008

Catálogo "O Estado do Mundo", Fundação Gulbenkian, 2007


Summer afternoon-
para mim sempre foram as duas mais belas palavras da língua inglesa.

Henry James
Julho 2007

7 de julho de 2008

pintura de Botero


O senhor Gonçalves tem soluções maravilhosas para problemas que ainda não existem.

Sr. Gonçalves
in "Senhor Gonçalves" blogspot.com
Novembro 2007

4 de julho de 2008

fotografia de Rodrigo Arangua / AFP, "Público"


Sinto-me feliz por voltar a estar com os meus filhos depois de sete anos.
São os meus filhos, o meu orgulho, a minha razão de viver, a minha Lua, as minhas estrelas.(...)
Por eles continuei apostada em sair da selva, com a ilusão de voltar a vê-los.

Ingrid Betancourt
Ao ser libertada e após seis anos, quatro meses e nove dias de cativeiro pelas FARC.
In "Público", Julho 2008

29 de junho de 2008

"Le Petit Prince"


Moi, dit le petit prince,
si j'avais cinquante-trois minutes
à dépenser, je marcherais tout doucement vers une fontaine.

Antoine de Saint-Exupéry
in "Le Petit Prince"
Fevereiro 2008


Para a Bertinha
nos seus 87 anos.

25 de junho de 2008



Agora gozo muito mais do que sofro.

Miguel Sousa Tavares
in "Expresso"
Outubro 2007

15 de junho de 2008



Ne me secouez pas
je suis pleine de larmes.

Anónimo
Outubro 1980


For Ineke Hoeksema

É na fracção de um instante que se passa a conjugar
alguém que nos é querido, no imperfeito do indicativo.
Não é fácil.

10 de junho de 2008

capa de António Belchior
rosário e Raul Henriques, 2006
Não resisto.

Na Feira do Livro.
- Olá, Boa -tarde!
- Boa-tarde.
- Para?
- A rapariga dos postais .
- Oh! Irene?
- Rosário.
- Já agora aproveito para lhe dizer, que enquanto escrevi "O Rio das Flores", tive sempre um postal seu à minha frente, assim como uma frase do Chico Buarque.
(tenho pena de não ter retido a frase)
- A sério? Está-me a dar uma alegria!!
- O "Quero Mais".
- Esse postal deu-me imenso trabalho, a mim e ao meu amigo.
- Como? O postal não é seu?
- É, é. Só que não sei mexer em computadores. E já agora não quer escrever isso aí?


4 de junho de 2008

"Les Iles d'or" de Edmond Cross


Continuo tão optimista
que os meus amigos pensam
que não sou normal.

Raul Henriques
Outubro 2000

1 de junho de 2008


"Partie de billes", Keystone France

Que saudades!
Tenho saudades
Desses tempos que lá vão.
Quando à porta do quinteiro
Eu jogava o meu pião
E quando nos campos corria
Com o papagaio na mão.
Oh, era então na terra
Tudo venturas para mim,
Meu Pai dava-me biscoitos,
Minha Mãe beijos sem fim.
Minha Avó perfumava-me
De manhã com alecrim.

Pela voz de meu Pai
Maio 2007

24 de maio de 2008


"Folk Guitar" painted at a lunch-time Foyer Concert at the Royal Festival Hall London


The Times They Are A Changin'

Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.

Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.

Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.

Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin'.
Pease get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.

The line is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will be later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.

Bob Dylan
sem data

Para B.D.
e para L. que nasceu em Maio de 68.

21 de maio de 2008

Casa Batilló, António Gaudi, Fotografia de Pere Vivas


Não sei se estamos a licenciar um génio ou um louco.

Na entrega do diploma de António Gaudi
Março 2008

15 de maio de 2008

início

rosário


Tudo começou há um ano.
Eu nem sonhava onde ia me meter.
Estou a gostar. Muito.

11 de maio de 2008

fotografia de Tiago Petinga, LUSA


Sou uma miúda cheia de sorte.

Vanessa Fernandes
ao ganhar pela 5ª vez o título de Campeã da Europa em triatlo
in Diário de Notícias
Maio 2008

5 de maio de 2008

fotografia de Z
umaporrolo.blogspot.com



Tenho 40 janelas
na parede do meu quarto,
sem vidros, nem bambinelas,
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.

Por uma entra a luz do sol,
por outra a luz do mar,
por outra entra a luz das estrelas,
que andam no céu a rolar.

Por esta entra a via láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.

Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela frente a beleza
que inunda de canto a canto.

Pela quadrada entra a esperança,
quatro arestas,
quatro vértices,
quatro pontos cardeais.

Pela redonda entra o sonho
que as vigias são redondas
e o sonho afaga e embala,
à semelhança das ondas.

Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo e a humildade,
e o silêncio e a surpresa
e o amor dos homens e o tédio
e o medo,
e a melancolia,
e essa fome sem remédio
que se chama poesia.

E a inocência e a bondade,
e a dor própria e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia
e a viuvez
e a piedade.

E o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo.

Todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar,
com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.

António Gedeão
Outubro 2007

1 de maio de 2008

Gaélle Boissonard


O silêncio não significa esquecimento
mas as cartas são sempre sinal de lembrança.

Carlos Nogueira
Março 1982

25 de abril de 2008

"Azenhas" de Amadeo de Sousa Cardoso

Ninguém deixa de fazer uma obra de arte intensa por falta de técnica, mas por falta de outra coisa que se chama temperamento.

Carta de Amadeo Sousa Cardoso ao tio
in Exposição do Museu Gullbenkian
Novembro 2006

15 de abril de 2008

ilustração de João Vaz de Carvalho


Los cuentos sirven para dormir a los niños
y para despertar a los adultos.

Jorge Bucay
Outubro 2007

9 de abril de 2008

O 100º

"City by the Sea", Frank Lloyd Wright

A única herança
que vos quero deixar
é o humor.

Pai
1977

O seu desejo é uma realidade.
E somos muitos.

5 de abril de 2008

rosário

A euforia
é a irmã siamesa
da tristeza profunda.

C.V.
Março 2008

21 de março de 2008

rosário, 2007


Que o sol te entre pelas janelas,
te franqueie as portas,
se esgueire pelas frinchas
e te penetre pelos poros,
inundando-te de tudo de bom
positivo
optimista
e Primaveril.

Jonita
Primavera 2003

Para todos.
Para a Jonita, com quem troco um postal de primavera desde 1979 e me passou o ritual.

18 de março de 2008

"Le voyage" de Folon


Sou um idealista.
Não sei para onde vou
mas já vou a caminho.

Carl Sandburg
Outubro 2007

Onde quer que estejas.

16 de março de 2008

"Correspondance", Nouvelles Images


Muitos escritores dizem: "A escrita é a minha razão de viver".
Eu digo: viver é a minha razão de escrever.

António Alçada Baptista
in "DNA"
Agosto 1999

9 de março de 2008

1ª Página jornal "Público" de hoje, não encontrei o nome do autor

Nunca os professores se uniram assim

O Marquês de Pombal é uma estrela a crescer. As avenidas afluentes despejam caudais de professores, da Grande Lisboa, da Região Centro, do Norte, do Sul.

Paulo Moura
in "Público"
9 Março 2008

8 de março de 2008

pintura de Botero

O senhor Gonçalves compreende as mulheres mas não as explica.

Senhor Gonçalves
in uma por rolo
Novembro 2007

27 de fevereiro de 2008

"Endless Frederico I" de Piero Dorazio


Tenta outra vez.
Falha outra vez.
Falha melhor.

Samuel Beckett
in "Público", Agosto 2007

15 de fevereiro de 2008

"O estado do mundo", Fundação Calouste Gulbenkian, 2007


Triste não é mudar de ideias.
Triste é não ter ideias para mudar.

Francis Bacon
Janeiro 2008

7 de fevereiro de 2008

"Bataille des rouges et des bleus" de Helena Vieira da Silva


Entre a enorme vontade de vingança e a imensa capacidade de perdão, residem todas as batalhas do mundo.

Doris Graça Dias
in "Expresso"
Agosto 2007

30 de janeiro de 2008

"Les yeux bleus" de Henri Matisse


Espero que quando
a inspiração chegar
me encontre acordado.

Pablo Picasso
in Expresso
Outubro 2007

27 de janeiro de 2008

"rodopio" de Inês Campos


Há dois anos caí de para-quedas no festival Andanças em S.Pedro do Sul, de danças de todo o mundo.Entre dias descalços e noites de música, as danças que mais me tiraram o sono foram as tradicionais europeias. Mais tarde, já em Lisboa, decidi ter aulas, ao mesmo tempo que descobri existirem pequenos encontros destas danças quase quinzenalmente na capital, em teatros ou na rua. E começou o fascínio.
Entre saias que rodam e olhares que se cruzam desprevenidamente, aos poucos fui descobrindo a simplicidade com que nos podemos entregar ao que não conhecemos. Aos poucos fui descobrindo a alegria de uma chappeloise e o êxtase de um círculo, danças que nos fazem trocar de par e oferecer o que não somos a quem nos vê pela primeira vez. E segunda, e terceira e quarta. Aos poucos fui descobrindo o desenrascar em gargalhadas de uma scotish, dança de pares que nunca trocam. Aos poucos fui descobrindo, o jogo de sedução que é uma burrée, onde sem nunca tocarmos no nosso par, o perseguimos e o fazemos perseguir-nos, com voltas e fingimentos e sorrisos. Mas sobretudo com os olhos. Quando os olhos sorriem só por si, ou fitam, ou fixam, numa burrée nem é preciso fazermos sorrir a cara. É como se os olhos comandassem o nosso corpo, e o corpo de quem dança connosco. Somos comandados também, claro que somos e gostamos.
Porém a dança que mais prazer me deu descobrir (ou talvez desvendar) foi a mazurka. É uma dança a pares, o homem conduz a mulher. Entre a subtileza de um "up" e a naturalidade de voltas leves, entregamos tudo por uma música e inconscientemente fazemos os olhos fechar, e acordar só no fim.
Gosto sobretudo do encanto de todas as cores em que nos transformamos while dancing. Transformamo-nos? Acho que sim. Não. Não sei se. Afinal, pela música de Manuela Azevedo dos Clã "dançar é apenas um modo mais intenso de existir, é sentir o tempo do mundo, e deixar-se ir...".

Deixo-me ir. No fim, abro os olhos e inclino-me ligeiramente. Agradeço.

Joana Félix
in" Comtextos"
Abril 2007

21 de janeiro de 2008

Guatemala, fotografia de Jeffrey Becom


A cor é um meio de exercer influência directa na alma.
A cor é o teclado...O artista é a mão que toca o piano.

Vassily Kandinsky
in "Tesouros de Arte"
Outubro 2007

13 de janeiro de 2008

"a rosa" , rosário


A rosa é sem porquê,
floresce porque floresce.
Não cuida de si própria,
não pergunta se a vemos.

Angelus Silesius
Março 1992

7 de janeiro de 2008

Nebrasca 1934, fotógrafo não identificado


A única maneira de salvar um casamento
é conseguir deixá-lo.

Irvin D. Yalom
in "A cura de Schopenhaur"
Novembro 2007

1 de janeiro de 2008

Dia Mundial da Paz?

desenho de um menino sudanês de oito anos


Este desenho foi feito por um menino que tinha 8 anos quando a sua aldeia no Darfur foi atacada por tropas governamentais sudanesas e pela milícia pró-governamental Janjawid. O desenho mostra os militares a cavalo a disparar rajadas de metralhadoras sobre os aldeões, que resistem com arcos e setas e lanças. A raiz étnica da violência é visível na cor da pele: mais clara nos militares, mais escura nos atacados. Hoje, o rapaz que fez este desenho tem 12 anos e vive num campo de refugiados no Chade. Este é um dos desenhos que o Tribunal Penal Internacional de Haia aceitou como prova contra um ministro sudanês e um líder da milícia Janjawid, indiciados em crimes de guerra e contra a humanidade, mas que ainda não foram presos. Os desenhos contradizem a versão governamental dos acontecimentos e provam a implicação das tropas sudanesas. O conflito no Darfur já causou 300 mil mortos e 2,5 de deslocados.

in Público
Novembro 2007

28 de dezembro de 2007

fotografia de Aamir Quresh/AFP in Público


Não vivi até a idade que tenho para me deixar intimidar por terroristas suicidas.
O futuro do Paquistão deveria ser decidido por eleições livres e honradas.
Os extremistas usarão todos os meios sangrentos à disposição para atacar e impedir a causa da democracia. Os extremistas prosperam em uma ditadura. Sabem que a moderação e a democracia marcarão o seu fim. Nada os fará retroceder no intuito de destrui-las.
Os extremistas sabem que a democracia pode salvar o Paquistão das políticas de terror preconizadas pelos senhores da Guerra. Tentam tomar o controle do estado atacando e desafiando as forças da ordem.

Mas não poderão assassinar os sonhos,
não poderão assassinar as esperanças que os paquistaneses pobres têm na democracia e num futuro melhor.

Benazir Bhutto
in "Os assassinos não vencerão"
Jornal "Le Figaro"
Outubro 2007

24 de dezembro de 2007

sobre pintura de Max Blitt


É Natal.
rosário

19 de dezembro de 2007

Catálogo das Edições Terramar 2007


Avida é um país estrangeiro.

Jack Kerouac
in Público
Outubro 2007

12 de dezembro de 2007

pintura de Botero


O senhor Gonçalves lamenta não ter feito carreira no cinema.
Em vez disso, é espectador da sua própria vida e figurante de vidas alheias.

Senhor Gonçalves
in " uma por rolo" blogspot.com
Novembro 2007

1 de dezembro de 2007



Sempre,
rosário
Novembro 2007


Sempre convivi com a Gracinda pois, quando nasci, ela já lá estava na casa da minha avó.
Acho que comecei a amá-la no preciso momento em que me pegou ao colo pela primeira vez.
A casa da avó era um Mundo e a Gracinda ocupava grande parte dele, com o seu carinho, a sua paciência, a sua generosidade, a sua cumplicidade, a sua dedicação total.
E tinha, para além de nós, uma extrema devoção à sua Nossa Senhora.
Quantas vezes a ouvi rezar o terço enquanto cozinhava e fui com ela à igreja cumprir promessas que ela fazia por mim, quando algo corria menos bem.
Excelente cozinheira, guardo comigo uma infinita memória de sabores, pessoais e intransmissíveis.
Tinha porém um enorme defeito, quase imperdoável: gostava mais do meu irmão do que de todos nós. E um dia, no ímpeto da minha incontrolável revolta dos meus 4 anos, dirigi-me a ela e fui dura:
- Ai gostas mais do meu irmão? Pois vou dizer à avó que te mande embora.
A minha avó morreu, felizmente muito tarde, e a Gracinda regressa à Lousã, depois de 50 anos connosco.
Primeiro foi para um sistema de lar/apartamento e, apesar de muito apreensiva com o regresso depois de tantos anos de ausência, rapidamente começou a desfrutar da nova vida comentando inúmeras vezes que estava a ter "uma velhice regalada".
Sempre bem disposta, comentou comigo um passeio que havia dado:
- Olhe menina, era umas estradas tão direitinhas, tão alcatroadinhas...
Era assim a Gracinda.
Ultimamente já vivia no lar, pois as pernas e a memória deixaram-na mais dependente.
No ano passado, quando a visitei, tive um leve choque ao aperceber-me que ela já não me conhecia, e às minhas primeiras insistências de "não te lembras de mim? Então quem sou eu?". ela responde com a sua enorme educação e elegância:
- Tenha paciência.
Passei com ela uma tarde inesquecível.
A Gracinda tinha esquecido os 50 anos de Lisboa, excepto numa coisa que repetia de quando em vez:
- Nunca tirei um tostão.
Mostrei-lhe fotografias da família, ao que ela se limitou a comentar:
- São todos muito bonitos.
Manifestei-lhe o meu afecto e ela olhava-me de esguelha sorrindo, sem perceber porque é que uma desconhecida lhe dava tantos beijos e abraços.
No final da tarde e à despedida, diz-me:
- A senhora vai voltar a visitar-me?
- Claro que sim- respondi.
Voltei lá este ano. Senti que era a despedida.
- Fiquei mais contente do que eu pensei...- disse.
- Tenho tido tantos beijinhos da menina...- disse.
- Lindinha...- disse.
Esqueceu-se de nós mas nunca se esqueceu da sua Nossa Senhora e quem a visitava, encontrava-a muitas vezes sozinha na capela a rezar.
A Gracinda morreu esta semana e se há coisa de que eu não tenho dúvidas é que a sua Nossa Senhora ansiava há muito por a abraçar.

Sempre,
rosário






30 de novembro de 2007



Acerca de "Esplendor na Relva"

De amor e só de amor se fala nesta que é a mais terna e triste das películas românticas.
A dádiva merece retribuição e eis um filme para amar sem conta nem medida.

in DNA
Março 2001

25 de novembro de 2007

pintura de ZaoWou-Ki


Espero-te há muito
e quando chegares
não me acordes
deixa-me sonhar!

A.Á.M.
Setembro 2005


Sobre um mesmo fundo, palavras do meu Tio, pela voz de meu Pai.

15 de novembro de 2007

pintura de Gustav Klimt


E sabei,
segundo o amor tiverdes
tereis o entendimento de meus versos.

Luís de Camões
Junho 1996

11 de novembro de 2007

"Primavera" de Alexandre Bastos


(....) a música fazia uma festa
para a gente saber como é a alegria.

António Alçada Baptista
in "O Riso de Deus"
Fevereiro 1994

Hoje é para a Zazu.

27 de outubro de 2007

Parque Nacional da Ria Formosa


Quanto mais um homem se eleva
mais pequeno surge aos olhos daqueles que não sabem voar.

Nietzsche
Outubro 2007

21 de outubro de 2007

"Bleu de Ciel" de Wassily Kandinsky


Tous les aspects de notre vie devraient nous apporter joie et paix,
qu'il s'agisse de notre travail ou des vêtements que nous portons.

David Kessler
in "Leçons de Vivre"
Setembro 2007

16 de outubro de 2007


As nossas palavras
não conhecem o ciclo das estações
por isso estão sempre em flor.

Agosto 1980


Esta frase tem dono. Quem souber o seu autor, agradecia que me informasse.

5 de outubro de 2007

fotografia de Nacho Doce, Reuters

O gesto, um gesto muito precioso era a sua palavra.

Teresa Ricou
in "Público"
Setembro 2007

Entra-nos em casa com pezinhos de lã de ladrão e o à-vontade terrível do luar.

Jean Costeau
in "Expresso"
Setembro 2007

A minha arte é poética, profundamente humana, traz consigo uma mensagem que tem raízes populares e, como toda a arte satírica e trágica, é uma arte de vanguarda.

Marcel Marceau
in "Expresso"
Setembro 2007


Os meus pais levaram-me a ver Marcel Marceau.
Eu levei as minhas filhas a verem Marcel Marceau.
Tenho sorte.

26 de setembro de 2007

"Presente e passato" de Piero Dorazzio


Se te derem papel com linhas
escreve do outro lado.

Juan Ramón Jimenez
Agosto 2003

21 de setembro de 2007

fotografia de Tiago Costa

Não procuro, encontro.

Pablo Picasso


Não procuro, encontro.
Quem procura alguma coisa, já a encontrou de alguma maneira.

António Ramos Rosa
in entrevista DNA
Julho 1998




É neste emaranhado de linhas e cores que encontro a cor que preciso. A grande maioria dos postais publicados foi feita com estes restos de linhas provenientes de outros "entreténs" e que guardo desde sempre. Muitas vezes têm sido grande ajuda, pois quando olho de relance encontro uma combinação de tons que "tem tudo a ver" com o que estou a fazer nesse momento.

16 de setembro de 2007

pintura de Alexandre Bastos


Each afternoon find a corner of Mamma's bookshore and sit there and read in the semidarkness. Search the rooms of shelves. Sniff the lovely smell of paper and printer's ink.
Books have allways been living things to me. Some of my encounters with new authors have change my life a little. When I have been perplexed, looking for something I could not define to myself, a certain book has turned up, approched me as a friend would. And bethen it's covers, carried the questions and the answers I was looking for.

Liv Ullman in "Changing"
1979


Foi com passagens deste livro que iniciei a minha recolha de textos.