16 de junho de 2007

uma pausa para denunciar uma injustiça

Luísa Maria Lobão da Veiga Moniz, professora do quadro de Escola da escola Luiza Neto Jorge do Agrupamento de escolas Damião de Góis, encontra-se sem trabalhar desde o dia 30 de Outubro de 2006 devido a comportamentos de abuso de poder e prepotência por parte da Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento, com total cobertura por parte da DREL, silêncio do Gabinete da Ministra de Educação e falta de eficácia da Inspecção Geral de Educação (IGE).
A professora tem sido alvo de discriminação laboral pelo facto de ter estado gravemente doente a partir de Novembro de 2005 o que a levou a submeter-se a uma cirurgia de risco em Janeiro de 2006, a qual foi coroada de êxito. Após a operação entrou num período de recuperação o que a obrigou a faltar à Escola da qual é coordenadora eleita, (a última vez, por unanimidade, no ano lectivo 2005/06 por um período de três anos).
Apresentou-se ao serviço no dia 1 de Setembro de 2006, ainda um pouco fraca fisicamente, mas com imensa vontade de trabalhar na “sua” escola.
A professora está nesta escola desde 1986, sendo eleita directora a partir de 1996/7, porque assim o entendia ao candidatar-se e porque o corpo docente e não docente lhe reconhecia capacidades para bem gerir a escola em nome do sucesso de todos os alunos e porque cargos desta natureza nunca ninguém os quer porque requerem muito trabalho, estudo, empenho e responsabilidade. Capacidades essas reconhecidas por escrito a 25 de Setembro de 2006 pela Presidente do Conselho Executivo, Dr.ª Teresa Pedro.
A professora cumpriu com todas as suas obrigações e tarefas até ao dia 21 de Setembro de 2006. Comunicou à Drª Teresa Pedro que ia ao médico e que precisava de uns dias para descansar uma vez que o ano lectivo já estava a decorrer com normalidade e ela se sentia um pouco cansada, como seria natural com qualquer coordenadora nas mesmas circunstâncias.
É de referir que a professora, quando soube que estava doente (Novembro de 2005), não só comunicou ao corpo docente e não docente da sua escola a sua situação relativamente à sua saúde como informou as escolas com quem trabalhava e o Conselho Executivo do Agrupamento. Em todos os casos fê-lo pessoalmente e da parte de todos recebeu afecto, carinho e esperança no tratamento. A professora entendeu comunicar pessoalmente, porque exercia um cargo que não se compadecia com uma ausência sem explicação, revelando ética profissional e lealdade com quem trabalhava.
No dia 21 de Setembro entregou o atestado médico à Drª Teresa Pedro que lhe disse que enquanto ela estivesse de atestado um professor da escola, Manuel Bento, serviria de elo de ligação entre esta e o agrupamento. Acontece, porém, que à hora do jantar a Drª Teresa Pedro fez um telefonema para a professora Luísa Moniz para lhe comunicar que tinha sido substituída por um ano inteiro por esse professor. Mais tarde veio a saber que também o professor Manuel Bento assim o quis e o impôs, tento embora a obrigação de saber da ilegalidade que presidia a toda esta actuação. Apesar de precisar de descansar a professora Luísa Moniz dirigiu uma carta ao Director Regional de Educação de Lisboa, solicitando que averiguasse o que se passava, pois foi eleita e não nomeada tratando-se, assim, de uma ilegalidade.
A senhora Directora do Gabinete dos Recursos Humanos enviou, após encontro com a professora Luísa Moniz, um ofício repondo a legalidade sem no entanto chamar à responsabilidade os autores do acto ilegal.
Quando a professora Luísa Moniz se apresenta novamente na escola para trabalhar a 27 de Outubro pediu ao corpo docente para ir às13 horas à sala dos professores pois gostava de os ver e para dizer que já se encontrava ao serviço. Como é evidente, esta ida à sala dos professores não foi nem uma reunião nem teve carácter obrigatório, iria quem quisesse, e foram todos com excepção de duas professoras.
Nesse mesmo dia convocou, por escrito e com 48 horas de antecedência como a lei prevê, para o dia 31 de Outubro pela 18h 30m uma reunião extraordinária para todo o corpo docente e não docente da escola que tinha como ponto único o esclarecimento da substituição da coordenadora rectificada pela DREL. Um elemento do C. E. representante do 1º ciclo que se encontrava na escola, a professora Elza Morais, levou uma cópia da convocatória para a Drª Teresa Pedro. Dia 27 foi uma sexta feira e o dia escolar decorreu com normalidade. Na segunda feira dia 30 de Outubro estava a professora Luísa Moniz no pleno exercício das suas funções quando recebeu em mão um ofício a comunicar que tinha sido pedida pela Drª Teresa Pedro uma Junta Médica psiquiátrica e que a professora Luísa Moniz estava impedida de se apresentar em qualquer escola do Agrupamento.
A reunião então convocada para o dia 31 foi desconvocada pela presidente do C. Executivo Drª Teresa Pedro.
Não se conformando questionou a Drª Teresa Pedro porque motivo tinha tomado esta decisão, a resposta foi que tinha sido pressionada pelo Gabinete de Autonomia que depende dos Recursos Humanos. Ora esta Junta Médica (artº 39 do Dec. Lei 100/99) só pode ser pedida quando o funcionário apresenta perturbações psíquicas que impedem o normal funcionamento do local de trabalho.
A professora de imediato pede que lhe seja facultado o despacho que a Drª Teresa Pedro teria feito para solicitar a J. Médica ao abrigo do artº 39 do Dec. Lei 100/99 já que este também obriga a que os factos sejam fundamentados de forma clara e precisa.
Estamos em Novembro e a dita fundamentação só foi mandada em Dezembro de 2006.
Toda esta fundamentação em nada corresponde aos requisitos do artº39, e toda ela foi feita com base em informações dadas pelo menos pela professora que não compareceu na sala das reuniões, Fátima Lopes e pela professora Teresa Valadas. Ambas foram testemunhas da Drª Teresa Pedro no Tribunal Administrativo.
Mais uma vez não se conformando com este abuso de poder, prepotência, má fé e falta de lealdade a professora Luísa Moniz, através do seu advogado, submeteu o caso, ao Tribunal Administrativo solicitando uma Providência Cautelar a qual foi concedia antes da J. Médica (12 de Janeiro 2007) e ficou a aguardar decisão do tribunal que em Maio suspende a P. Cautelar e neste momento nova J. Médica está marcada para 29 de Junho. Aguarda-se ainda o julgamento da Causa Principal.
A DREL disponibilizou uma jurista, Drª Manuela Faria, para defender a Drª Teresa Pedro, o que a lei geral não permite, no entanto, esta designação foi feita pelo Director Regional de Lisboa e reiterada pelo Secretário de Estado, Dr. Valter Lemos.
Convém referir que a professora Luísa Moniz recorreu e solicitou averiguação deste processo pedindo um recurso hierárquico à DREL, comunicando o sucedido ao Gabinete da Ministra e à Inspecção Geral de Educação. Da DREL e do Gabinete da Ministra nunca obteve resposta apenas a IGE lhe mandou um ofício comunicando que tinha remetido o caso para a DREL.
Mais uma vez inconformada com esta situação de abuso de poder, anuência da DREL, silêncio do Gabinete da Ministra, e ineficácia da IGE decidiu tornar público este caso, pois entende que não se podem silenciar situações como esta. Vivemos em democracia e não num estado de autoritarismo, e se o vivemos temos que lutar pelos nossos direitos cumprindo com os nossos deveres.
O tempo passa, a justiça fica por repor e a difamação e atentado à dignidade pessoal e profissional da professora Luísa Moniz continuam impunemente perante o silêncio de quem de direito!!!
Para além do abuso de poder estamos também perante um caso de total falta de sentimentos por parte destas “senhoras professoras”. Quem exclui de forma tão fria alguém que esteve doente e que o comunicou porque acreditava nos colegas não tem perfil para exercer cargos de chefia nem ser professor. Acresce a tudo isto que a professora Fátima Lopes não satisfeita ainda com as mentiras e difamações teve a ousadia, movida por uma total falta de sensibilidade e reconhecimento dos mais básicos valores humanos, teve a ousadia de imitar, no corredor de escola, a fragilidade física da professora Luísa Moniz, nas costas desta.
É esta a professora que a Presidente do Conselho Executivo, Drª Teresa Pedro e a Vice-Presidente, professora Elza Morais, querem como coordenadora desta escola? São estes alguns dos professores que têm direito à categoria de professor titular! São estes procedimentos que estão a ser silenciados, pois ninguém ouve a professora Luísa Moniz alvo desta discriminação laboral, adivinhando-se os motivos pouco sérios desta prepotência…

Inteiramente solidária com a Professora Luísa Moniz.


Enquanto formos capazes de nos indignar e comover, tenho a certeza de que resistiremos.
A. Lobo Antunes

24 comentários:

Anónimo disse...

admiro a coragem da colega face à situação injusta que está a viver. força e ESPERANÇA!

cristina F.

Maria disse...

É desumano e vergonhoso o episódio que relatas e sei ser verdadeiro.
A prepotência é altamente pidesca e regredimos a passos largos. Tenho relutância e repugna-me chamar pessoas a essas criaturas que encabeçaram o processo. Nas palavras de Boaventura Sousa Santos, não passam de primatas pós-modernos.
Cafres!
Permite-me que plagie as tuas palavras, Rosarinho

"...inteiramente solidária com a professora Luísa Moniz...".

Os Deuses não dormem (acreditemos que não).

Um beijo

Maria

Mjose disse...

Tenho tido como lema, durante o quase meio século de vida:
"Há sempre uma esperança na p. da vida".
Espero, honestamente, que haja ainda esperança para todos aqueles que acreditam num mundo mais justo e solidário. Não podemos é desistir...
Força!
Mjose

Anónimo disse...

Obrigada pela solidariedade. Continuarei até às últimas consequências a lutar pela justiça e pela minha dinidade pessoal e profisional. Sei que não estou sozinha.

Anónimo disse...

mesmo na noite mais triste
em tempos de solidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não
(Manuel Alegre)

Raul Henriques disse...

É um daqueles casos em que o nosso sentido de justiça sai gravemente ferido.
Quando este tipo de coisas acontece comigo sei bem o quanto sofro.
Por isso, imagino sem custo a professora Luísa Moniz a deitar-se e a pensar nas sacanices que lhe fizeram, a dormir mal e a acordar mais cedo que o necessário porque lhe vêm à ideia as injustiças de que está a ser alvo e os pensamentos de como se deve defender e retrucar.
Depois pensará na precaridade do nosso sistema de justiça e na dificuldade que há em lutar contra as mentiras, as maldades, as invejas, as ânsias de protagonismo e de subida nas carreiras para ganhar mais umas massas.
Às vezes apatecer-lhe-á desistir.
Pois, por amor a coisas que não se medem com as medidas normais (o dinheiro, o poder) dos humanos, não o faça. Faça das tripas coração e não desista; isso era o que eles queriam, e estaria a fazer o jogo deles.

Anónimo disse...

o que havemos de fazer para dizer à Luísa Moniz que estamos com ela? só dizer força não chega, a injustiça é muito grande.

Anónimo disse...

Colega, a minha solidariedade! Embora isto não chegue...
Vai até onde puderes, estas situações não se devem repetir, não se deviam poder viver!
A prepotência e o autoritarismo agora dominam a nossa vida, social e profissional.
Força!

Anónimo disse...

... que dizer ? Que a ausência de valores éticos se tem vindo a banalizar entre nós e que as "alforrecas" passam por cima de tudo e todos para atingirem os seus fins? Infelizmente, parece que sim no caso presente. Tal como outro comentador já disse, não desista professora, em seu nome e no dos miúdos cujo futuro depende de educadores que estejam em verdade à altura da função que desempenham nas suas vidas.

Graça

Margarida Fernandes disse...

A Justiça Divina tarda, mas não falha!

Grupo de professores solidário com o agrupamento disse...

Nem tudo o que parece, é!

Não podemos avaliar situações, sem conhecer o contexto em que elas acontecem.

Anónimo disse...

É pena que só divulguem o que convem. Todas as opiniões são válidas e correctas quando confirmadas em todas as suas fontes. Porque não investigam a veracidade dos factos relatados?
Será que não convem. É mais fácil dar a versão da "coitadinha" que é injustiçada?.
Onde está o 25 de Abril de 74?
Onde para a liberdade da justiça?

São Tomás de Aquino disse...

Para quem vive na sombra e age de má fé, é no minimo irónico que clame por justiça!
Mais incrível ainda, será alguém que invoque o fim do silêncio em nome da ética e verdade, tendo telhados de vidro e vivendo de subterfúgios.
A "injustiçada" aqui referida, o mártir desta sociedade "injusta", o alvo de toda esta "cabala injuriosa", é alguém que deveria ponderar cuidadosamente todas as acusações que faz e, sugiro veemente que o faça, utilizando os instrumentos legais correctos, munindo-se assim duma base de sustentabilidade que o permita fazer da forma mais conveniente(pelos vistos a ultima vez que houve essa tentativa, a LEI decidiu a favor dos VERDADEIROS injuriados).
Se bem que tendo em conta a pessoa em questão (sim...falo deste grande mártir da sociedade), Luísa Maria Lobão da Veiga Moniz, e tendo em conta as suas ultimas acções, no MÍNIMO infames, acredito piamente que a verdade seja reposta e que se acabe de uma vez por todas com este "conto de fadas" criado por uma pessoa visivelmente perdida entre aquilo que é real e ficção.
Por isso, antes de qualquer manifestação de apoio ou injúria, tentem por uma questão de coerência, analisar NÃO aquilo que Luísa Maria Lobão da Veiga Moniz diz, mas sim, a verdade dos acontecimentos.
Por último, como poderá alguem criticar qualquer educador se nunca passou pela experiência? Por ter conhecimentos técnicos? Sendo assim nao vejo necessidade da existência de educares!
Realmente podemos clamar pela liberdade da justiça. Com certeza nos perguntaremos se o que acima foi referido é verdade, ou apenas o "espernear do morto".
Eu sei a verdade, e vocês sabem?

Atentamente, São Tomás de Aquino - O JUSTO.

Guiomar disse...

A justiça divina tarda, mas não falha, parafraseia Margarida Fernandes, que não conheço (ou talvez esteja a conhecer lentamente) tal como não sei quem são as demais pessoas que aqui têm posto comentários (a menos que conheça algum anónimo, porque cobardes sei de muitos, embora não prive com eles). Tão pouco sei dos resultados da justiça divina, porque percepciono melhor a realidade, desconhecendo os sinuosos caminhos do Senhor, apenas apreendendo os turtuosos caminhos de algumas pessoas. Não acredito em Deus, mas fui percebendo, ao longo da vida, que por essa razão jamais me seria facultado o perdão com que os mais expeditos e confiantes crentes contam, à partida, quando fazem as suas malfadezas. Sem deus e sem perdão, muni-me da minha boa consciência e vou procurando sentir-me de bem com ela. Apenas uma certeza para quem nasce: a de que, faça o fizer, um dia morrerá. Muitas vezes a morte surge antes do previsto. Muitas vezes somos rondados por ela e sobrevivemos ao funeral inesperado de outros.
Não sei quem fala verdade. Mas sei que há sempre uma possibilidade de argumentarmos limpo, quando estamos tranquilos e cientes da razão. E a propósito deste caso há quem argumente limpo, e quem esteja a consporcar um blog que não merece sujidade. Embora livre e sem censura. Sem medo. Sem anonimato.
Guiomar

Anónimo disse...

Qualquer pessoa de boa fé percebe imediatamente que os comentários de Margarida Fernandes, Grupo de Professores..., Anónimo e São Tomás de Aquino foram escritos por pequenos pides, verdadeiros vampiros, que atacam pelas costas a coberto da escuridão, à sombra de pequenos poderes, mesquinhos e ridículos poderes.Nem sequer são capazes de dar a cara ou proclamarem o seu nome, como verdadeiros porta-vozes da baixeza e ignomínia que são.
Os cães e as cadelas ladram e a caravana passa. A justiça humana, lenta embora, acabará por punir quem abusa dos seus ridículos poderes e todos os seus cúmplices de baixo ou de alto nível. Força Luísa, como te aconselhou Marcelo Rebelo de Sousa e Eduardo Prado Coelho.
Artur Coelho

Anónimo disse...

Não conheço a Luisa, mas por tudo o que aqui tenho visto, neste blog e nos jornais e pelo que disse o professor marcelo, parece-me ser uma pessoa que se sente injustiçada e como tal tem reajido. Que mal tem isso? Quem lhe fez mal que prove que tem razão, o que me parece muito dfícil. No entanto, o que não precisa é de vir, como diz a Guiomar, para este blog, tão bonito, e que decerteza não foi criado para que gente anónima e cobarde se esconda para ser deselegante nas afirmações que faz.
E se fossem os anónimos e cobardes que estivessem a passar por esta situação tão cruel? Cuidado com eles, se calhar não usariam as mesmas armar que a Luisa! É preciso cuidado com quem não é capaz de dizer nada em seu nome mas sim servir-se de nomes falsos ou não se nomearem como disse Artur Coelho.
O blog merece gente mais culta e com mais sentimento. o anonimato sempre foi a arma dos cobardes.
Força Luísa! A verdade virá ao de cima e tudo passará. Luísa, não a conheço mas já percebi que é uma pessoa de bem. Estou solidária consigo mesmo que digam mal de si mesmo sem conhecer, como dizem os anónimos, os cobardes, que é preciso saber o que pensa a outra parte. Será que a outra pate pensa? parece-me bem que apenas actua levada pela maldade. Bem no final se verá.Coragem parece não te faltar Luísa! Tens sido motivo de conversa entre muita gente que te considera uma pessoa cheia de força e corajosa. Não desistas.
António Fernandes

Anónimo disse...

António Fernandes vem emendar um erro que aparece no texto não é solidária, evidentemente, é solidário. Isto de computadores por vezes tem os seus os seus erros. Peço desculpa pelo erro.
António Fernandes

Anónimo disse...

Tenho acompanhado muito de perto este caso e não posso ficar inume aos comentários que tive o desprazer de ler.
Luísa, não desanime, sempre para a frente,,,que atrás vem gente :-)
E depois,,,vozes de burro não chegam ao céu (nem disfarçadinhas de santo,,,)
Não esqueça que a ignorância é atrevida.
Conte conosco, e jÁ SOMOS MUITOS.

UM BEIJO GRANDE

Maria

A todos os amigos solidários, Guiomar, Artur Coelho,António Fernandes, e a todos quantos hão-de vir por esta causa, deixo um beijo.

MARIA_MA disse...

Há muito que nos habituámos a ver as pessoas mais oportunistas a assumir cargos de direcção. Também sabemos que quem está na DREN a lidar com situações de conflito não são pessoas que ocupam esses lugares por mérito. São apenas lacaios que demonstram uma grande "raiva" pelos professores/educadores.
Poderemos sempre questionar as nossas próprias culpas por permitirmos que assim seja. Quantos de nós não assumimos as direcções das escolas e dos agrupamentos porque não queremos ter trabalho e "chatices"?
Quantos de nós calamos as injustiças que vemos cometer contra colegas sem que tenhamos dito uma única palavra?
No fundo proclamamos contra as injustiças mas temos medo de fazer ouvir a nossa voz. E como temos medo, ou calamos, ou colocamo-nos ao lado dos oportunistas e justificamos a nossa postura com silêncios ou arranjando justificações frouxas ("nem tudo o que parece é").
A todos os professores e educadores , e principalmente ao Grupo de professores solidário com o agrupamento deixo estas palavras de Maiakovsky

Na primeira noite, eles aproximam-se,
colhem uma flor do nosso jardim
e não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam o nosso cão
e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho na nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Maria Stocker disse...

Não conheço a Dr.ª Luísa Moniz nem a autora deste blog. Também não conheço nenhuma das pessoas que comentaram antes de mim. Ou melhor: sei muito bem quem foi S. Tomaz de Aquino, o autor da "Summa Theologica", nascido no primeiro quartel do séc. XIII. Pelo que dele conheço, tenho a certeza absoluta que não foi a sua voz a soprar os dislates que alguém teve o atrevimento de assinar com o seu nome.

Porque, aqui, também ninguém me conhece para saber da minha ciência, recorro à voz autorizada de João Ameal. «A-pesar-da sua origem aristocrática e da sua categoria superior no mundo da inteligência, venerado entre os maiores Doutores da época, nunca se lhe surpreendeu um traço de orgulho, de suficiência ou de simples amor-próprio. (...) Já largamente nos referimos à polémica efectuada, num "quodlibet" de 1270, com o regente franciscano João Peckham, a cujas veementes agressões, expressas em palavras ofensivas, Tomaz de Aquino retorquiu com tão suave serenidade que mereceu de Pedro Dubois o título justo de prudentissimus»
(João Ameal, São Tomaz de Aquino, Porto, Livraria Tavares Martins, 1938)

Haveria muito a dizer, mas fico-me por um pequeno argumentário:

1 - S. Tomaz era humilde. Confronte-se com a arrogância de quem se lhe apoderou do nome, deturpando-lhe a essência!

2 - S.Tomaz, a quem os colegas puseram a alcunha de "boi calado", só quebrava o silêncio (fruto da sua constante meditação)para intervir, argumentando. Ora, são precisamente os argumentos, os grandes ausentes do comentário do pseudo S. Tomaz. Contra os factos expostos pela Dr.ª Luísa o que é que responde? Que sabe a verdade! Só não diz, afinal, qual é a verdade! E nós outros, os simples, curvemo-nos e aceitemos que a verdade é outra, mesmo que não nos seja revelada qual! Eu só não entendo por que razão tão iluminada criatura se assinou com o nome de S. Tomaz. É que, sendo detentora da verdade, deveria assinar-se: DEUS!

Entenda-me, "voz de S. Tomaz": eu não estou a dizer que o(a) senhor(a)mente, mas gostaria muito que provasse a sua tese, por a+b! Não aqui, que não é o lugar próprio; antes, nos jornais, que deram voz pública ao caso da Dr.ª Luísa, e nunca li desmentido nenhum àquilo que lá veio publicado.

3 - S. Tomaz, que nunca aceitou nenhuma sinecura das muitas que lhe foram oferecidas, primava pela afabilidade e extremo sentido de humanidade. Atente-se no último parágrafo escrito por quem lhe roubou o nome. Tal parágrafo, além de ser uma pérola de mau gosto, comporta um insulto ao santo mas, pior do que isso, está eivado de uma maldade inqualificável! Pessoalmente, se as tinha, perdi todas as dúvidas.

À Dr.ª Luísa Moniz, os meus votos de que não se deixe soçobrar: a sua causa é de justiça e de humanidade! Uma pessoa doente tem o direito constitucional de ser protegida. A si, em vez da protecção ofereceram o vilipêndio! Espero que a justiça se faça, sem demoras!

À autora deste blog, um bem-haja por ter abraçado esta causa, interrompendo aquele que era o seu trabalho habitual.

Anónimo disse...

A vida é uma aprendizagem constante,uns ensina-nos,outros ajudam-nos,outros fazem parte das nossas vidas para sempre... alguns nunca deveriam passar perto de caminhos construidos com amor dedicação e paixão como é o da EDUCAÇÃO.

Anónimo disse...

A vida é uma aprendizagem constante,uns ensina-nos,outros ajudam-nos,outros fazem parte das nossas vidas para sempre... alguns nunca deveriam passar perto de caminhos construidos com amor dedicação e paixão como é o da EDUCAÇÃO.
Ass: Helena Semião Amaro

EDYE disse...

Este site é otimo, meus parabens! Realmente é o poder de alguem q faz com q o trabalho
ganhe um aspecto um tanto qto escravo; (usando o portugues claro)!No intuito de aumentar mais o rendimento de uma empresa, seu(s) administridor(es), muitas vezes priva o tabalhador de seus direitos e impoem deveres sem nenhum retorno ou gratificação em troca! Trabalho em uma empresa q nos força a trabalhar alem de nossa carga horaria , muitas vezes sem horario de almoço, e nao recebemos mais q 22 horas extras por mes, ja cheguei a calcular e pude concluir q em uma quinzena de trabalho eu ja tinha efetuado mais q a quantia paga por horas ultrapassadas alem do nosso expediente! POR FAVOR... gostaria q vcs me ajudassem a parar com esta injustiça, pois assim como eu existem muitos pais de familias nesta empresa q muitas vezes chega em casa e nem se quer pode ver o filho o recebendo
com um sorriso pois ja estao dormindo, cansados de esperar a chegada do pai e marido! Meu e-mail é: thedarksydee@hotmail.com

Ps: Desde ja, sou grato pela atençao e empenho de vocês
responsaveis por este site, à ajudar a classe trabalhadora, assim também como voces! Q DEUS os abençoe!
Atenciosamente: Edson Farias.

Anónimo disse...

estou revoltada pois hoje uma colega e amiga foi despedida estando de baixa pois o seu pecado foi ficar grávida,e ainda por cima perdeu o bébé e o trabalho aonde já estava há 7 anos,como os patrões são riquissimos sabem mexer os pauzinhos todos,isto passa-se em Albarraque,e o patrão é um dos donos de uma Empresa de muito sucesso aqui na zona,é uma injustiça,será que já não há direitos?podem fazer isto?
a rapariga em questão está fragilizada e sem acção,mas como amiga dela venho expressar a minha revolta